Mesmo que o gado, não tenha alma como o povo.
É como o gado, nas mãos de quem os apascenta,
E, que faz do povo rebanho, o coletivo de gado.
É gado no cheiro, da manada ruminando.
Não o leguminoso, que acaso tenha comido.Mas o lixo da mídia, e da fala ociosa,
Que nada assemelha ao gado, que sequer fala.
E quando fala muge, berra e rumina, e até
escorneia.
Ai do povo, se o gado fala, para dizer
que detesta,Quando a ele é comparado.
O gado não foge ao seu instinto, mesmo sem afetividade.
O gado conhece o seu dono, mesmo sem seu
intelecto.
O gado aceita ser tocado, até para o
matadouro,Mesmo sem ter volição, e esboçar vontade.
Sim, se for comparado, o povo é menor que o gado.
No cheiro, não exala o orvalho e a relva,
a exemplo do gado.
O povo, em vez de odor, exala o fedor,Que nem, o melhor boticário poderia aplacar.
O mau-cheiro do vício, do libidinoso, e o maior de todos,
O mau-cheiro do ódio, mesmo de seu igual,
Bem diferente do gado, que alimenta o
povo,Do lactante, e até o desmamado.
Ainda assim, é bom para o povo, ser tido como gado.
Não por depreciação, mas por comparação.
Se pudesse escolher, em detrimento de
povo,Quiséramos ser, então como o gado.
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