quinta-feira, 13 de junho de 2013

O povo é como o gado

Pelo menos é o que dizem, que o povo é como o gado.
Mesmo que o gado, não tenha alma como o povo.
É como o gado, nas mãos de quem os apascenta,
E, que faz do povo rebanho, o coletivo de gado.

É gado no cheiro, da manada ruminando.
Não o leguminoso, que acaso tenha comido.
Mas o lixo da mídia, e da fala ociosa,
Que nada assemelha ao gado, que sequer fala.

E quando fala muge, berra e rumina, e até escorneia.
Ai do povo, se o gado fala, para dizer que detesta,
Quando a ele é comparado.
O gado não foge ao seu instinto, mesmo sem afetividade.

O gado conhece o seu dono, mesmo sem seu intelecto.
O gado aceita ser tocado, até para o matadouro,
Mesmo sem ter volição, e esboçar vontade.
Sim, se for comparado, o povo é menor que o gado.

No cheiro, não exala o orvalho e a relva, a exemplo do gado.
O povo, em vez de odor, exala o fedor,
Que nem, o melhor boticário poderia aplacar.
O mau-cheiro do vício, do libidinoso, e o maior de todos,

O mau-cheiro do ódio, mesmo de seu igual,
Bem diferente do gado, que alimenta o povo,
Do lactante, e até o desmamado.
Ainda assim, é bom para o povo, ser tido como gado.

Não por depreciação, mas por comparação.
Se pudesse escolher, em detrimento de povo,
Quiséramos ser, então como o gado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário